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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Uma mulher...uma idéia...um Harry Potter qualquer...


A escritora britânica Joanne Kathleen Rowling nasceu na cidade de Yate, nas proximidades de Bristol, na Inglaterra, em 31 de julho de 1965. Ela se tornaria célebre pela criação do bruxinho Harry Potter, que lhe renderia sete volumes de uma série premiada e aceita quase unanimemente pela crítica e pelo público.
Desde cedo a autora cultivava o gosto da leitura, e vários escritores despertaram na menina o desejo de ser uma escritora. Durante a infância ela nutria um amor incondicional por seus avós paternos, seus prediletos. Sua avó, Kathleen Ada Bulgen Rowling faleceu quando a garota tinha apenas 9 anos. Em sua homenagem, Joanne adota seu nome, representado pela letra ‘K’, para completar seu nome artístico – J.K. Rowling.

Atendendo aos apelos de seus genitores, a criadora de Harry Potter cursou Língua e Literatura Francesa na Universidade de Exeter, ao invés do curso de língua inglesa que pretendia fazer. Após sua graduação, ela deu sequência à formação na capital francesa, aí permanecendo durante um ano. Voltando à Inglaterra, começou a trabalhar na Anistia Internacional em Londres, como secretária bilingue e investigadora. Ansiando por concretizar seu sonho de escrever, deixou o cargo e foi para Portugal no ano de 1991.

Neste país ela dava aulas de Inglês à tarde e à noite e, pela manhã, costumava escrever nas mesas dos cafés do Porto, cidade em que permaneceu por cinco anos. Neste ritmo ela deu início a sua trajetória literária, mais especificamente à criação de sua saga. Ela preservaria a rotina de escrever nos bares, mas seu livro, o primeiro Harry Potter, só foi concluído depois que ela se divorciou do marido, o português Jorge Arantes, e seguiu com sua primogênita para Edimburgo, na Escócia.

Foi uma longa jornada até que Harry Potter e a Pedra Filosofal fosse aceito pelo mercado editorial. A autora teve que realizar um ‘tour’ por diversas editoras, e em 1994 experimentou a miséria e um estado depressivo, até a Bloomsbury decidir lançar sua primeira obra como mais uma na galeria da literatura infantil. Quando enfim ele foi publicado, em junho de 1997, Joanne ministrava aulas de francês. O sucesso foi instantâneo, vieram os primeiros prêmios no campo dos livros para crianças. Ela conquistou até mesmo a premiação de Livro Infantil do Ano, concedido pelo British Book Awards.

Ao negociar seus direitos como autora para os Estados Unidos, por cento e cinco mil dólares, valor inigualável para uma escritora em início de carreira, ela pode deixar as aulas e se devotar integralmente ao restante da saga Harry Potter. Sua obra prosseguiu a trajetória ascendente, mantendo-se sempre nos primeiros lugares entre os livros mais vendidos, tanto na categoria infantil, quanto na adulta.

Os fãs cresceram a cada volume, especialmente quando a saga foi convertida para as telas dos cinemas, em 2001, ampliando ainda mais as vendas dos livros. A ansiedade dos leitores era tanta, que Rowling teve que ceder as suas pressões e antecipar o lançamento do segundo volume, Harry Potter e a Câmara Secreta, de setembro para junho de 1999.

A terceira parte, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkabam, publicada neste mesmo ano, em setembro, conquistou ainda mais prêmios e um sucesso ainda maior. Em 2000 Rowling publicou Harry Potter e o Cálice de Fogo e negociou seus direitos literários com uma famosa empresa cinematográfica, cedendo assim os primeiros volumes para lançamento nos cinemas.

Depois vieram Harry Potter e a Ordem da Fênix, em 2003, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, em 2005, e Harry Potter e as Relíquias da Morte, em 2007. Hoje ela é a escritora mais rica e poderosa do Planeta, e pode assim converter sua fortuna no auxílio à luta contra enfermidades, a desigualdade e a miséria do mundo. Sua obra já foi traduzida para sessenta e quatro idiomas, e a revista Forbes a considerou, em 2004, a primeira criadora literária a conquistar bilhões de dólares com esta atividade.

Em 2001 ela se casou novamente, com o anestesista Neil Michael Murray, com quem teve dois filhos, David e Mackenzie, além de Jessica, do primeiro matrimônio. Em fevereiro de 2009, ela obteve das mãos de Nicolas Sarkozy, presidente francês, a divisa de Cavaleiro da Ordem da Legião de Honra
.
Hoje a autora vive na Escócia e não tem muitos passatempos. Quando não está escrevendo, gosta de brincar com os filhos, conversar com seus amigos e ler. J K Rowling também curte fazer festas de Halloween e assistir ao desenho dos Simpsons.


Cecily von Ziegesar
CURIOSIDADES SOBRE  HARRY POTTER:


Para começar... uma mensagem subliminar...




A fênix é o animal predileto entre as criaturas fantásticas que habitam seus livros. A autora diz que as prefere porque são muito bonitas. A inglesa deu com o nariz na porta de 9 editoras, que recusaram os originais de seu primeiro livro por considerarem-no longo demais para crianças. Quando tinha 8 anos, J K Rowling brincava com Ian e Vikki Potter, seus vizinhos. Eles gostavam de se vestir de bruxos e fazer feitiços de mentirinha - não é a toa que acabaram dando o sobrenome a Harry. 

O personagem Ron foi baseado em Sean, um amigo da escritora que tinha um Ford Anglia, carro de destaque no segundo filme da série. Já Hermione é uma espécie de auto-retrato da autora quando criança. A primeira vez em que fez a leitura de Harry Potter e a Pedra Filosofal em uma livraria foi um fiasco. 

Apareceu tão pouca gente que os funcionários tiveram pena de Rowling e ficaram escutando a história também. J K tremia tanto que acabava se perdendo na leitura do texto. Ela é uma pessoa extremamente reservada e conhecida também por sua timidez. 

A autora conheceu seu ex marido, o jornalista português Jorge Arantes, quando dava aulas de inglês na cidade do Porto, Portugal, em 1992. Eles se casaram e JK perdeu o primeiro filho. Em 27 de julho de 1993 nasceu Jessica Isabel Rowling Arantes. Seu casamento durou até setembro e, por isso, J K foi morar em Edimburgo, Escócia, em outubro do mesmo ano. Divorciada, J K acabou tendo de viver graças a uma pensão semanal de valor equivalente a 300 reais, paga pelo governo escocês. Morava com a sua filha em um pequeno apartamento e quando a nenê caía no sono durante os passeios de carrinho, a autora aproveitava para entrar num café da cidade e redigia a história de Harry Potter em bloquinhos de papel. A obra demorou 5 anos para ficar pronta.

Embora J K tenha inventado a maioria dos nomes do universo de Harry Potter, pesquisou alguns no passado: aos 9 anos, sua família mudou-se para uma casa perto de um cemitério, que acabou sendo fonte de vários nomes. Dumbledore, por exemplo, era o termo usado no inglês antigo para a mamangava, um tipo de abelha. Snape, nome do professor de poções, é o mesmo de um lugar da Inglaterra.

Antes de se tornar uma celebridade, J K já tinha trabalhado como professora assistente, pesquisadora da organização de direitos humanos Anistia Internacional e até de secretária bilíngüe. Estudou francês e línguas clássicas na Universidade de Exeter, na Inglaterra. O latim que aprendeu lá foi muito útil para criar as palavras mágicas e feitiços dos livros. 


Não é a toa que Harry pega o Expresso de Hogwarts para chegar a seu mundo mágico. Em 1990, quando a autora viajava de trem entre as cidades de Londres e Manchester, na Inglaterra, a composição quebrou e ficou horas parada. Foi aí que ela teve a idéia de escrever sobre um menino bruxo. Mas a relação entre os trens é mais antiga. Seus pais, Peter John Rowling e Anne Volant, conheceram-se na Kings Cross Station, a estação na qual o garoto tem de achar a plataforma 9 e três quartos. 

Quando começou a escrever as aventuras de Harry Potter, J.K Rowling não tinha em mente o objetivo de escrever ao público infantil. Ela diz que se diverte muito quando conta as histórias do garoto e que,se for um livro bom, qualquer um vai se interessar por ele, a idade não importa.

10 curiosidades sobre Harry Potter

Livia Aguiar 15 de julho de 2011
Foram 14 anos de Harry Potter: livros, filmes, jogos de computador, brinquedos, parque de diversões, paródias no youtube, bandas de rock (o Wizard Rock!), óperas… A Pottermania está perto de encerrar mais um capítulo: o último e 8º filme será lançado dia 15 de Julho, nesta sexta feira. Abaixo, veja alguns fatos curiosos sobre os livros e as suas adaptações para o cinema.
10 anos de ansiedade entre o primeiro e último
Tanto no cinema quanto nos livros, os fãs tiveram que esperar dez anos para ver a saga terminar. O primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, foi lançado sem alarde em 1997, pela editora Bloomsbury na Inglaterra, no dia 30 de Junho. Já o último, no dia 21 de Julho de 2007, teve direito a lançamento mundial, pré-venda na Amazon, filas nas portas das livrarias formadas mais de dois dias antes etc. A primeira adaptação para o cinema foi feita no dia 23 de Novembro de 2001 e a oitava e última sai agora, dia 15 de Julho.
9 membros da família Weasley [update]
A leitora Renata Prado deu a dica no Facebook da SUPER: São 9 os membros da família Weasley. Pelo menos eram 9 os ruivos mais queridos do mundo bruxo no início do primeiro livro. O funcionário do Ministério da Magia e membro da Ordem da Fênix Arthur Weasley casou-se com Molly Prewett (uma prima distante da família Black) e eles tiveram 7 filhos: Gui, Carlinhos, Percy, os gêmeos Fred e Jorge, Rony e Gina. Ao final do sétimo livro – e do oitavo filme – a família cresce, graças aos casamentos de Gui, Rony e Gina com outros personagens. Em entrevistas, J.K Rowling também confirmou que Percy e Jorge também se casaram e tiveram filhos. Se você conhece o final da história, já sabe que uma perda bem marcante afetou a ‘contagem’ de Weasleys na história.
8 adaptações para o cinema
Ainda que o Relíquias da Morte não seja o maior dos livros de Harry Potter, este último volume da saga foi o único a ser desmembrado em duas partes em sua adaptação para o cinema. A decisão foi muito mais marqueteira do que qualquer outra coisa pois, com o fim da série em 2007, a Pottermania diminuiu de ritmo. De qualquer maneira, os fãs ganharam também: mais tempo com seus personagens favoritos e menos correria para narrar toda a trama.
7 horcruxes de Voldemort
ATENÇÃO, SPOILER PARA QUEM AINDA NÃO LEU O ÚLTIMO LIVRO/VIU O ÚLTIMO FILME
O bruxo das trevas partiu sua alma em 8 pedaços, como forma de evitar a morte a qualquer custo. A cada horcrux, metade da alma do vilão fica aprisionada em um objeto. Cada uma delas foi criada a partir de um assassinato. Veja o gráfico abaixo para ver o tanto de alma que ainda existia em Voldie no sétimo livro (é a fatia indicada por seu nome: “Tom”)
6 meios de transporte do mundo bruxo
Além do feitiço da aparatação (um tipo de teletransporte), existem seis formas mais… digamos… físicas de se locomover no mundo bruxo: rede de flu (lareiras magicamente conectadas), chaves de portal (objetos que realizam teletransporte com horário e local programados), Nôitibus Andante (ônibus de três andares encantados), vassouras voadoras, carruagens (puxadas por testrálios – um tipo de cavalo esquelético visível apenas por quem já viu outra pessoa morrer – ou cavalos alados) e o Expresso de Hogwarts (trem mágico que sai da plataforma 9 ¾ da estação de King’s Cross em Londres).
5 personagens que não sabíamos se eram do bem ou do mal
ATENÇÃO, SPOILER PARA QUEM AINDA NÃO LEU O ÚLTIMO LIVRO/VIU O ÚLTIMO FILME
Sirius Black - Aparece na série como bandido fugitivo no terceiro livro, O Prisioneiro de Azkaban (ele é o tal prisioneiro), mas depois descobre-se que ele é uma vítima de um erro de julgamento da justiça bruxa.
Draco Malfoy – o menino é um pé no saco na vida de Harry, mas tem seus momentos de contribuição com o protagonista lá no último livro.
Percy Weasley – amante da lei e da ordem em primeiro lugar, chega a participar do Ministério da Magia quando este é tomado pelos Comensais da Morte. Mas nunca chegou a ser mau, tanto que, na batalha final, surpreende.
Xenofílio Lovegood - o pai de Luna Lovegood, amiga do trio principal, tem uma posição controversa no livro Relíquias da Morte. Bom, mau ou apenas humano?
Severo Snape - oscilamos entre momentos de amor e ódio por Snape até os últimos momentos do sétimo e último livro. Não vamos contar nada.
4 atores estrangeiros representam personagens britânicos
Era uma exigência da escritora J. K. Rowling que todos os atores que participassem dos filmes fossem britânicos (ou pelo menos todos que representassem personagens britânicos). Porém a própria autora ajudou a infringir a regra, uma vez que ela também tinha a palavra final sobre a escolha do elenco principal.
Richard Harris, o professor Dumbledore em A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta, é irlandês. Já Verne Troyer (que vive Grampo, o duende do Banco Gringotes, com uma participação importante no último livro) e Zoë Wanamaker (Madame Hooch, professora de voo em Hogwarts) são americanos. E – surpresa! – Emma Watson, a Hermione das telonas, ainda que tenha nacionalidade britânica, nasceu em Paris na França.
3 Relíquias da Morte
As tais relíquias são, de acordo com a lenda de Beedle, o Bardo, presentes entregues pela morte em pessoa a três irmãos. São elas: a varinha das varinhas, a capa da invisibilidade e a pedra da ressureição.
2 atores morreram na vida real durante a produção dos filmes
Richard Harris, que fez o Dumbledore no primeiro e segundo filme, morreu dia 25 de Outubro de 2002 aos 72 anos, vítima de câncer nos nódulos linfáticos. A segunda morte foi um assassinato: Robert Knox, que representava o corvinal Marcos Belby, levou cinco facadas em uma briga de bar em Kent, Inglaterra. Robert tentava defender seu irmão mais novo, mas levou a pior e morreu aos 18 anos, em 2008. O assassino, Karl Bishop, 22 anos, foi condenado a 20 anos de prisão.
1 personagem gay (que a gente saiba)
Em entrevista após o lançamento do livro Harry Potter e as Relíquias da Morte, a autora J. K. Rowling revelou que o diretor de Hogwarts Albus Dumbledore era gay e viveu uma paixonite por Grindewald (que mais tarde se tornou um bruxo do mal e foi derrotado por Dumbledore em um duelo).
0 Oscars
As sete adaptações de Harry Potter, em conjunto, receberam 12 indicações ao Oscar (bom, A Câmara Secreta e A Ordem da Fênix não receberam nenhuma indicação). Mas nenhum dos filmes levou um carequinha ainda – será que agora é a hora?